Educação

Porque todas as crianças deviam ter educação bilíngue

Porque todas as crianças deviam ter educação bilíngue

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Quando a escola dos sonhos estava sendo pensada e projetada, o bilinguismo entrou como um dos principais ingredientes. Sabe por quê?

Com certeza, você não sabe TUDO. Estudei muito sobre o tema… E vou te explicar!

Muitos pais têm uma série de dúvidas e tabus a respeito deste processo, muitos, inclusive, temem que a introdução de uma segunda língua durante o processo de aprendizagem possa prejudicar a língua materna, mas não é o que acontece.

Ao contrário do que muitos acreditam, o bilinguismo não provoca confusões, não tem nenhum impacto negativo sobre o desenvolvimento da criança, pelo contrário, há muitas vantagens!

A alfabetização em duas línguas é um processo único. O que o aluno aprende em Português, ele aplica o conhecimento no inglês. E esse processo é perfeito!

Antes de continuarmos, é importante entender o que é ser bilíngue. Bilíngues são as pessoas que aprendem todas as habilidades em duas línguas. Sabem ler, escrever e falar em português e inglês, por exemplo. Mas também aprendem matemática, ciências e outros assuntos, explica o professor de Psicologia na Universidade de McGill, no Canadá, Fred Genesee, considerado um dos maiores especialistas no assunto.

Aí você pode me dizer que já ouviu o filho da sua amiga confundindo tudo e pedindo para a mãe ir para home. De fato, no processo de construção de vocabulário, quando a criança estiver falando, ele vai usar a palavra que surgir na sua cabeça primeiro, independente da língua.

Os pais ficam achando a coisa mais linda do mundo, eles tão pequenos falando inglês… Mas, logo, eles passarão a entender em que momento devem usar cada língua. E mesmo você pedindo para o seu filho falar na frente dos avós, para eles verem como “ele fala inglês tão bonito”, não vai adiantar… Pois é, os pais devem aproveitar esses primeiros momentos pois eles não duram muito!

Psicolingüistas explicam que a aquisição da linguagem ocorre em etapas. Da mesma forma que ocorre para o português, ocorre para o inglês.

  • Entre 0 e 1 ano, o bebê balbucia, exposto às primeiras palavras ditas por seus pais.
  • Aos 2 anos, a criança tem cerca de 50 palavras. Aos 2 anos e meio, o tempo de chave, ela adquire uma dúzia de palavras por dia, e ela começa a construir as primeiras frases simples de duas palavras: “Sapatos, mamãe” para “Mamãe, eu quero que os meus sapatos”, por exemplo.
  • Aos 4 anos, a sintaxe é adquirida.
  • Após 7 anos, o cérebro da criança atingiu um nível de maturidade que não permite que ele aprender uma língua de forma intuitiva. Ele não vai aprender uma língua, mas a linguagem. E após essa idade, as crianças não adquirem uma segunda língua como língua materna.

Essa foi uma das razões pelas quais decidimos incluir o bilinguismo no projeto da Eccoprime desde os primeiros anos!

Aqui, o seu filho aprende o inglês como a língua materna e aproveita todos os benefícios de um cérebro bilíngue… Que nem comecei a te mostrar ainda.

Para você entender melhor os tipos de bilinguismo:

  • “Simultâneo”, quando a criança cresce com os pais que falam duas línguas diferentes;
  • “Sucessor”, quando mais cedo é iniciado a aprendizagem de uma segunda língua estrangeira;
  • “Tardio”, quando uma segunda língua é aprendida depois de seis anos.

Quanto mais nova uma criança é exposta a uma segunda língua, mais cedo ela será capaz de aprender.

Mas, cuidado! Ela também esquecerá rapidamente se a língua não for usada de forma contínua ao longo de sua infância.

Então, não adianta investir no idioma na primeira infância, se não houver uma continuidade.

Aí você pode perguntar: Meu filho já passou dos 6 anos, ainda vale a pena investir em uma educação bilíngue? E a resposta é um grande SIM!

Apesar de passar da idade da mais ampla oportunidade linguística, a criança após os 7 anos, ainda se beneficia de muitos fatores.

Mas, presta atenção, não adianta apenas colocar ele num curso de inglês ou numa escola tradicional, para a criança se tornar bilíngue é preciso de uma carga horária mínima de exposição da língua, além de ser essencial que no ambiente de aprendizado, ela sinta a necessidade de se comunicar em inglês.

Se não for assim, o aprendizado de uma língua que ela não precisa, não fará sentido.

Por isso, escolher uma escola que seja verdadeiramente bilíngue e que proporcione não apenas o ensino da língua inglesa, mas também possua uma carga horária expressiva e o ambiente dê espaço e necessidade de expressão ao aluno, são pontos extremamente importantes.

A maioria das pessoas investe no bilinguismo para os seus filhos, por acharem importante falar inglês. E de fato é. O inglês abre as portas da ciência, dos estudos científicos, da informação, do mundo!

Se queremos garantir aos nossos filhos a possibilidade de estudar ou trabalhar fora, ou, menos que isso, se queremos garantir a eles cargos mais altos nas empresas, eles precisam falar inglês!

E, apesar de esta ser uma muito boa justificativa para se escolher uma escola bilíngue, essa é uma pequena vantagem no meio de uma imensidão de benefícios!

As crianças bilíngues obtêm também escores mais altos do que crianças monolíngues em diversos testes de capacidade cognitiva, tais como flexibilidade mental, tarefas não verbais de resolução de problemas, compreensão da origem convencional de designações, diferenciação entre semelhança semântica e semelhança fonética, e capacidade de avaliar a qualidade gramatical de frases.

Um levantamento da George Mason University, na Virgínia, Estados Unidos, verificou um melhor desempenho dos bilíngues em diferentes disciplinas.

Ao se envolver com outra língua, a criança estimula funções cognitivas tais como fala, memória, criatividade e raciocínio. Esse estímulo é essencial para o desenvolvimento da inteligência e do aprendizado, facilitando a retenção de novos conhecimentos. Além do inglês, o que pode estar atrelado à melhor capacidade de concentração.

Genesee, analisou por três décadas habilidades de crianças e jovens de até 16 anos que foram alfabetizadas em francês e que falavam inglês em casa, ele conta que elas têm um nível superior na língua materna do que quem fala apenas uma língua. Além disso, desenvolvem melhor as habilidades intelectuais e podem se tornar mais criativas.

Isso porque ao conhecer dois idiomas, elas ampliam seus conhecimentos. Num exemplo do professor, é como se uma criança que só fala uma língua usasse óculos azuis e só enxergasse em azul. Ou como quem mora em uma cidade e só conhece aquela maneira de viver.

Você já imaginou investir no bilinguismo para garantir uma vida mais saudável por mais tempo para o seu filho? Parece loucura, mas é verdade!

Estudos mostraram que falar mais de um idioma pode até mesmo retardar doenças. Um estudo realizado pelo neuropsicólogo Tamar Gollan, da Universidade da Califórnia, em San Diego, revelou que os idosos bilíngues são mais resistentes ao aparecimento de demência e de sintomas de Alzheimer, o que prova que os benefícios de falar mais idiomas se estendem ao longo de toda a vida.

Um investimento numa educação bilíngue, além de todos os benefícios da própria língua, ainda ajuda o seu filho em todas essas habilidades e ainda garantem um cérebro ativo por mais tempo! Preparamos nossos filhos para que eles alcancem os seus sonhos e o bilinguismo é um grande aliado nesta caminhada!

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