Cristianismo

Pra um cristão existe trabalho "secular"?

Pra um cristão existe trabalho

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Em Gênesis 1.28, temos a seguinte diretriz do Criador: “… Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo o animal que rasteja pela terra”.

Esse mandamento, pelo qual recebemos a delegação de dominar a terra e sujeitá-la, tanto em seus aspectos físicos como no que diz respeito à vida biológica que ela contém, tem sido chamado, por teólogos reformados do “Mandato Cultural” recebido pelo homem.

A implicação é que tal sujeição e domínio envolvem e só se tornam possíveis mediante a aquisição de conhecimentos sobre a criação que deve ser subjugada pela humanidade para a glória de Deus. Ou seja, a aquisição de conhecimentos, o envolvimento em todas as profissões e áreas de esforço intelectual e físico, da parte do homem, constitui-se em atividade legítima, para preenchimento da prescrição divina. Esse é um conceito libertador. Profissionais cristãos não precisam achar que são “crentes de segunda categoria”, mas devem visualizar-se a si mesmos como portadores de um chamado especial, para atuar em seus campos de conhecimento e realizações trazendo glória ao Criador de tudo e de todos.

Abraham Kuyper, em seu livro recentemente publicado em português – “Calvinismo”1 apresenta a harmonia desse entendimento – de que todas as esferas de conhecimento devem ser trazidas à sujeição ao Criador, com a Fé Reformada. Vejamos o que ele nos diz em quatro locais diferentes de sua obra:

a. O amor à ciência… que objetiva uma visão unitária de conhecimento de todo o cosmo, é eficazmente assegurado pela nossa crença calvinista, na pré-ordenação de Deus (p. 68).

b. A crença nos decretos de Deus significa que a existência e o curso de todas as coisas, isto é, de todo o cosmo, em vez de ser uma frívola seqüência do capricho e da chance, obedece à lei e à ordem. Existe uma firme vontade que executa os desígnios tanto na natureza, como na história (p. 69).

c. Somos forçados a confessar que existe estabilidade regularidade regendo todas as coisas… O universo, em vez de ser um amontoado de pedras – ajuntadas aleatoriamente – apresenta-se às nossas mentes como um monumental edifício erguido num estilo coerentemente austero (p. 69).

d. Sem esta visão, não há interconexão, desenvolvimento, continuidade. Temos uma crônica, mas não história (p. 67).2

Solano Portela

Fonte: https://teologiabrasileira.com.br/a-reforma-do-seculo-16-e-educacao-o-efeito-libertador/

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