Cristianismo

Como criar filhos responsáveis?

Como criar filhos responsáveis?

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Não é nenhuma novidade que os nossos filhos não nascem pronto. Assim, eles também não nascem responsáveis ou irresponsáveis. A responsabilidade não se transmite geneticamente, mas se aprende com a experiência.

E o nosso papel quanto pais é essencial, pois é em casa e no ambiente familiar que os nossos filhos mais têm potencial para aprender sobre responsabilidade.

Mas, antes de prosseguir, o que é responsabilidade?

Responsabilidade significa a obrigação de responder por atos próprios ou alheios, ou por uma coisa a que te confiaram.

A palavra responsabilidade está relacionada com a palavra em latim respondere, que significa “responder, prometer em troca”. Desta forma, uma pessoa que seja considerada responsável por uma situação ou por alguma coisa, terá que responder se alguma coisa corre de forma desastrosa e fazer o máximo possível para que seja executado da melhor forma possível!

Ser Responsável, então, significa literalmente aquele que pode e deve responder.

A quê nós devemos responder?

A quê Deus nos chama?

Ele nos chama a glorificarmos a Ele acima de todas as coisas, em todas as funções que Deus nos chama a desempenhar. Seja como pai, seja como filho, seja como profissional de uma grande empresa, seja como estudante e irmão(ã).

A Bíblia diz que teremos que prestar contas a Deus. Romanos 14:12 diz: “Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.”

Deus nos chama a responsabilidade e precisamos ensinar aos nossos filhos desde cedo, a serem responsáveis.

Então todos são responsáveis perante Deus. Somos chamados  não apenas em relação aos nossos encargos, mas, sobretudo, em relação ao nosso comportamento, atitudes, pensamentos, palavras, ações e omissões.

Mas, uma vez chegados à referida consciência, todos nos tornamos responsáveis perante Deus e teremos que Lhe prestar contas de todo o nosso pensar e agir, no Tribunal de Cristo (salvos), ou no Dia do Grande Juízo (ímpios não regenerados, ou seja, não nascidos de novo do Espírito).

Ninguém se abençoe, portanto no seu íntimo, enquanto permanece na prática do pecado. Tudo está sendo visto e registrado pelo Grande Juiz para o dia da prestação de contas. Que sejamos louvados e não reprovados naquele dia, pois as consequências serão eternas, quer para o bem, quer para o mal, quer para perdas, quer para ganhos.

O Senhor retribuirá a cada um segundo as suas obras, e nada deixará de ser pesado e julgado, ainda que seja uma palavra fútil. Tenhamos então, o mesmo temor que havia no apóstolo Paulo, pelo qual pôde ser e fazer tudo o que foi tanto para Deus, quanto para os homens; e morto, ainda fala.

“Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu irmão? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.”

“Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” (Romanos 14.9-12)

“É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis.
Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.”

“E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça.” (II Coríntios 5.9-11)

Em primeiro lugar, os cristãos também têm que prestar contas uns com os outros. Em 1 Coríntios capítulo 12, lemos que os cristãos são todos parte do mesmo corpo – o corpo de Cristo – e que cada membro precisa e pertence um ao outro. Esta Escritura sugere a importância de uma forte responsabilização entre os crentes. É importante que todo crente tenha, pelo menos, uma outra pessoa em quem confiar, com a qual orar e que possa ouvi-lo e encorajá-lo.

Gálatas 6:1-2 dá um princípio útil: “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.” Se o amigo que lhe presta contas tiver feito algo contrário à Bíblia, você deve confrontá-lo com cuidado, assim como perdoá-lo e consolá-lo. Essa passagem também o adverte a ter cuidado porque ninguém está acima da tentação.

Um outro aspecto da prestação de contas cristã é encorajar uns aos outros a crescer na sua maturidade espiritual. Hebreus 10:24 diz: “E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras.” 1 Tessalonicenses 5:11 diz: “Por isso, exortem-se e edifiquem-se uns aos outros…”

A responsabilidade se aprende na vida familiar

Um erro frequente de muitos pais é pretender prolongar a infância das crianças, as impedindo de assumir responsabilidades.

Veja a seguir as dicas dos especialistas de como educar os filhos, para que cresçam responsáveis.

Seja o Modelo

Dar responsabilidades para as crianças desde cedo é essencial. Faz parte da educação de valores e de disciplina para a vida, conforme ressalta Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID) e fundadora no Brasil da rede Aliança pela Infância. “As crianças começam imitando os pais nas suas próprias atitudes e formas de cuidar, arrumar, organizar e limpar. Por isso, é tão essencial o fazer dos pais antes de dar essas responsabilidades. Assim, a criança naturalmente irá imitá-los. De início, no seu faz de conta e, depois, na vida real”, afirma Adriana.

Peça que todos participem das tarefas do lar

Os cuidados com a casa devem ser de responsabilidade de todos da família, mesmo quando essa família conta com a ajuda de uma empregada doméstica. “Cada um na casa deve ter suas tarefas. Não pode ficar tudo sob a responsabilidade da mãe ou da empregada”, diz Maria Rocha, pedagoga. Se a criança cresce vendo que o pai não precisa fazer nada no lar, vai questionar por que ela precisa participar.

Ensine seu filho a cuidar do que é dele

Desde bem pequenas, as crianças devem aprender a cuidar de si mesmas e de suas coisas. Depois de brincar, os pais devem orientar os filhos a guardar e organizar seus brinquedos. No começo, devem fazer isso junto com eles e, depois, deixar que façam sozinhos. Mas é importante usar o discurso certo ao fazer a tarefa junto com o filho: “Não diga me ajude a arrumar os seus brinquedos, porque isso vai mostrar à criança que essa é uma responsabilidade da mãe ou do pai, quando na verdade é dela. O certo é dizer vou ajudar você a guardar seus brinquedos para mostrar como se faz”, diz Maria Rocha.

Não faça pelo seu filho o que é tarefa dele

Assim como os pais não devem fazer a lição de casa dos filhos, mas ajudá-los em suas dúvidas, não devem também fazer as tarefas domésticas das crianças quando eles se esquecem ou se recusam a fazê-las. “Fazer a lição de casa ou as tarefas pelo filho só prejudica o processo de desenvolvimento e aprendizagem. Pode ser um caminho mais ‘rápido’ e, aparentemente, fácil para os pais, mas no futuro terá consequências prejudiciais para a autonomia da criança”, afirma Adriana Friedmann.

Converse com seu filho e estabeleça as regras

Gritar e usar de violência definitivamente não são o caminho para conseguir que seu filho execute as tarefas domésticas e seja responsável.

“O diálogo é fundamental tanto para os pais compreenderem por que a criança não realiza o que lhe é solicitado, quanto para a criança saber que sempre poderá ter um canal de conversa com os pais. Gritar ou usar qualquer outra forma de violência ou autoritarismo surtem o efeito contrário e podem tornar a criança revoltada, agressiva ou arredia à realização de quaisquer tarefas”, diz Adriana Friedmann.

Para Maria Rocha, quando as crianças são bem pequenas, os pais podem dar reforços positivos a cada tarefa executada: “Você pode combinar com a criança de pintar 5 carinhas felizes em uma folha de papel ou caderno quando ela guarda os brinquedos, por exemplo”.

Para as crianças mais velhas, segundo ela, vale estabelecer as consequências caso as tarefas não sejam cumpridas, como retirar um valor da mesada ou não as deixar fazer algo de que gostam. Dessa forma, deve-se trabalhar a criação da criança, que é autora e de identidade própria, para que se torne um cidadão adulto capaz de agir com responsabilidade e dentro dos valores da sociedade.

Texto adaptado pelo SOP ‑ Serviço de Orientação Psicopedagógica
Fonte: site Educar para Crescer.

http:// educarparacrescer.abril.com.br

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