Cosmovisão

O que o pensamento de Charles Darwin tem a ver com o genocídio?

O que o pensamento de Charles Darwin tem a ver com o genocídio?

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A Grã-Bretanha vitoriana estava muito inclinada a aceitar a evolução darwiniana como seu evangelho da expansão ultra marítima. Darwin ainda é celebrado na nota britânica de £10 pela descoberta de diversas novas espécies em sua visita à Austrália; o que no entanto esquecem é sua atitude desprezível – devido às suas crenças sobre a seleção natural – com relação aos aborígenes que lá encontrou.

Quando, em 1876, o The Melbourne Review usou os ensinamentos de Darwin para justificar o genocídio de australianos nativos, ele não tentou impedi-los. Quando o jornal australiano argumentou que a lei inexorável da seleção natural [justifica] o extermínio das inferiores raças australianas e maori—que “o mundo está melhor por conta disso” visto que deixar de fazê-lo iria “promover a não-sobrevivência dos mais aptos, protegendo a propagação dos imprudentes, doentes, defeituosos e criminosos”—foram os missionários cristãos que levantaram um clamor contra este genocídio esquecido. Darwin simplesmente comentou “Eu não conheço um exemplo mais impressionante do índice comparativo de progresso de uma raça civilizada sobre uma raça selvagem”.

Enquanto isso, a milhares de quilômetros de distância, Cecil Rhodes incorporou alegremente o pensamento de Darwin como justificativa para a expansão branca na África meridional. Ele ficou tão inspirado com The Martyrdom of Man” (O Martírio do Homem) do evolucionista darwiniano Winwood Reade, que mais tarde confessou, “Este livro fez de mim quem eu sou”. O livro fez dele o arquiteto de um dos atos mais brutais e imorais de genocídio e expansão europeia da história. Rhodes escreveu em 1877:

Eu defendo que nós somos a melhor raça no mundo, e que quanto mais do mundo nós habitarmos, melhor para a raça humana… É nosso dever aproveitar cada oportunidade de adquirir mais território e deveríamos manter esta ideia diante de nossos olhos, de que mais território simplesmente significa mais da raça anglo-saxã, mais do melhor, dos mais humanos, da raça mais honrável que o mundo possui.”

Se o que Rhodes acreditava lhe parece chocante – e espero que pareça – então entenda que ele estava apenas proclamando aquilo que absorveu dos trabalhos de Darwin e de Francis Galton, primo de Charles Darwin, que extrapolou o pensamento de seu primo para desbravar o caminho da eugenia racial.

Fonte: https://coalizaopeloevangelho.org/article/o-que-seu-professor-de-biologia-nao-te-contou-sobre-charles-darwin/

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